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3 de outubro de 2018

Potencial do mercado de crédito será mais explorado após as eleições


Desemprego elevado e incertezas em relação à economia do País prejudicam expansão do crédito

O atual cenário de lenta recuperação econômica, desemprego ainda elevado e de incertezas em torno do cenário eleitoral fez com que os bancos adotassem uma postura mais cautelosa na concessão de empréstimos e trouxe certa volatilidade para a Bolsa de Valores. Entretanto, algumas pesquisas da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) têm mostrado sinais de melhoria no mau humor que se abateu sobre os empresários e consumidores no segundo trimestre, principalmente por conta da greve dos caminhoneiros.

Segundo a Pesquisa de Risco e Intenção de Endividamento (PRIE), o Índice de Intenção de Financiamento cresceu pelo terceiro mês consecutivo e atingiu 43,8 pontos, alta de 1,2% em relação a agosto. Isso significa que a parcela de paulistanos que declararam ter a intenção de comprar um produto com pagamento parcelado ou financiado nos próximos três meses foi de 21,3%.

A intenção de financiamento tem correlação direta com a expectativa profissional, e quem está desempregado ou tem medo de ficar sem ocupação não tem propensão elevada a se endividar. Como o desemprego caiu um pouco e há postos de trabalho sendo gerados, a tendência é de que também consumidores e bancos busquem reatar contatos e contratos de financiamento.

Outra boa notícia para o mercado de crédito é que 35,1% dos paulistanos endividados declararam ter reserva financeira em setembro, ou seja, diante de um imprevisto no orçamento familiar, eles teriam condições de pagar, pelo menos, parte das dívidas. É o maior patamar desde abril de 2015. Com isso, o índice de segurança de crédito dos endividados avançou 12,6% ao passar de 62,3 pontos, em agosto, para 70,1 pontos, em setembro.

O Índice Geral interrompeu uma série de três quedas seguidas ao avançar 2,1% em setembro, alcançando 79,2 pontos. O resultado só não foi melhor porque a segurança de crédito dos não endividados caiu 5,1% no mesmo período. Confira a matéria completa aqui.

 

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