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3 de dezembro de 2018

“Tempo para fazer Reforma da Previdência de natureza preventiva está acabando”, afirma Marcelo Caetano


Secretário de Previdência do Ministério da Fazenda enfatiza que sistema atual contribui para a desigualdade social do País

Sem possibilidade de alterar a Constituição neste ano em função da intervenção militar no Estado do Rio de Janeiro, a proposta de Reforma da Previdência segue estagnada, enquanto o quadro previdenciário se agrava. De acordo com o secretário de Previdência do Ministério da Fazenda, Marcelo Abi-Ramia Caetano, se quiser evitar alterações drásticas nos benefícios de aposentadoria e pensão, o Brasil não pode protelar demais uma revisão em seu sistema previdenciário.

“Se não fizermos nada, o problema só se agravará, e a reforma, lá na frente, quando vier a ser feita, terá de ser muito mais dura, radical e intensa, de modo a compensar o que deixou de ser feito no passado”, afirma, em entrevista ao UM BRASIL, realizada em parceria com o Centro de Liderança Pública (CLP). “Nós ainda temos tempo de fazer uma reforma de natureza preventiva, mas esse tempo está passando”, completa.

Caetano explica que o objetivo da reforma se resume a “manter a Previdência, para que as pessoas no futuro consigam garantir o recebimento de suas aposentadorias e pensões”. Além disso, as alterações visam a corrigir dois problemas do sistema brasileiro: o tratamento desigual conforme a categoria profissional e a possibilidade de se aposentar sem idade mínima.

“Já estamos atrasados [para reformar a Previdência]. Ocorre que, independentemente de ter a reforma ou não, os déficits previdenciários existem e tendem a crescer muito com o passar do tempo em decorrência do processo de envelhecimento da população brasileira, e ainda mantemos um sistema que reproduz desigualdades”, pontua Caetano. Assista à entrevista completa aqui.

 

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